Das raízes às fibras: um processo vivo
O tingimento natural não é apenas uma técnica — é uma filosofia. Cada peça tingida pela Coraterra passa por um processo artesanal que honra o tempo da natureza e a sabedoria de gerações. Folhas de eucalipto revelam tons terrosos e dourados, cascas de cebola oferecem amarelos vibrantes e laranjas suaves, enquanto o índigo ancestral entrega azuis profundos que parecem carregar o céu dentro de si.
Diferente dos corantes sintéticos, que impõem sua cor de forma uniforme e previsível, os pigmentos naturais dançam com as fibras. O resultado? Cada peça é verdadeiramente única, com nuances e variações que contam a história do dia em que foi criada, da estação em que as plantas foram colhidas, das mãos que conduziram o processo.
Beleza que não custa o planeta
Os números da indústria têxtil convencional são alarmantes: o tingimento sintético é responsável por cerca de 20% da poluição industrial das águas. Metais pesados, compostos tóxicos e substâncias cancerígenas são despejados diariamente no meio ambiente, envenenando ecossistemas inteiros.
A Coraterra escolheu um caminho diferente. O tingimento natural utiliza recursos renováveis, biodegradáveis e não tóxicos. A água usada no processo retorna à terra sem venenos, os resíduos vegetais viram composto, e o ciclo se completa em harmonia. É moda que nutre, não que destrói.
Cores com significado
Há uma beleza especial em saber que o marrom quente da sua peça veio das cascas de nozes, que o rosa delicado nasceu da cochonilha, que o verde suave foi presente das folhas de abacate. Cada cor carrega consigo a essência da planta que a originou, suas propriedades, sua energia.
Nossos ancestrais conheciam esses segredos. Tingiam com índigo para proteção, com açafrão para vitalidade, com rubia para enraizamento. A Coraterra resgata essa sabedoria, provando que é possível criar moda contemporânea sem perder a conexão com nossas raízes.
O futuro é ancestral
Em um mundo cada vez mais sintético, escolher o tingimento natural é um ato revolucionário. É dizer não à produção em massa que trata pessoas e planeta como recursos descartáveis. É valorizar o tempo, a habilidade.
Escrito por Deborah.
